sábado, outubro 07, 2006

gotas




Nessa noite abriu-se um grande buraco, colorido, no céu.









Acordei no breu da noite,a vizinhança aos berros...era porque tinham encontrado uma luz:


-ENCONTRAMOS A LUZZZZZZZZZZ;sombras aos saltos nas paredes,algumas pequenas, outras crescidas.Eu fugi, correndo pela noite, sem nexo.




E tudo o que se sentia e tudo o que se via... tudo o que estava iluminado pela lua... tudo! Estava em harmoniosa anarquia!



Vieram de todo o lado, jornalistas, analistas, professores consagrados e simples pessoas, como entendidas na questão.


Foi um corropio, até ao fim da noite. Entre opiniões de apocalipse e entendimentos de salvação. Uns gritavam por Deus, outros pela Terra Mãe, outros ainda nem sabiam porque gritavam... mas, porquê? Queriam! Gritavam!


Era tal a situação criada, de anarquia, que todos os importantes do mundo fugiram para os seus abrigos!







O dia nasceu... enfim! Nasceu, entre as cores do inverno. As sombras esconderam-se, pouco a pouco, para debaixo dos carros, das esquinas dos prédios, das pedras da calçada. Era tempo dos primeiros raios de sol. Fico sempre cativo deste brilho, cristal...
É tempo dos primeiros raios de sol,sunrise,sunrise...Mas depois foi tempo de dilúvio! Tempo do dia renascer das cores da noite num colorido de proporções biblicas!



-Circunstâncias extremamente únicas colocaram o sol e a lua no mesmo céu, à mesma hora, e entre os dois corpos celestes, Srs. telespectadores, encontra-se... um grande buraco, colorido, no céu! ; declarava espantado o correspondente televisivo em directo.



No céu um grande buraco colorido! Salvação ou ameaça? Era cosmologia e metereologia concentradas numa imensidão de céu que a alguns parecia redentor e a outros o começo do apocalipse...De um lado o sol e do outro a lua, intermediados pelo grande buraco colorido! Parecia que o universo se tinha unido para nos tramar!



Depois foi o grande dilúvio. O céu desabou com todas as cores. Tudo se cobriu de repente de azul, lilás, magenta e verde, amarelo, rosa, salmão. Limão ! Todas as cores cobriram o asfalto. Todas as cores são possíveis!

E o mundo não acabou. Do céu desabaram gotas de todas as cores!

quinta-feira, outubro 05, 2006

melo dia






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Estamos aqui para vos dar uma lição
De que as cores estão no nosso coração
███
Castanhos ou brancos, vermelhos ou amarelos
Todos sorrimos e brincamos aos castelos
███
Um dia a chorar, mas no outro a rir
Aprendemos a falar e a ouvir
███
Desenhar, pintar, cantar e descobrir
Que no mundo vale a pena sorrir
º

██
º
princesa macia
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º

quarta-feira, outubro 04, 2006

Di4

amor
enquanto te abraço

sou completo abraço
sou compasso
ritmo e métrica




metade simétrica
dois três e quatro tempos
enquanto te abraço
amor
neste compasso

és completo abraço
o
o
o
o
o
██4


E de que te falo meu amor

quando fala todo o meu corpo ?
falo de que enches todo o meu peito.
falo e solto a respiração.
falo e tu sobes...em luz,
º
catedrall.




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██████

4

o

o
o
o
o

hands

o
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o
o
o
o
o



With my own two hands


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Im gonna make it a brighter place
Im gonna make it a safer place
Im gonna help t
he human race
With my own
With my own two hands

█

I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands
Use your own
Use your own two hands
o
o
█
oo
ben harper

o
o
o
o
o
o
o

3 perspectivas

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terça-feira, outubro 03, 2006

blog frankeinstein



O João criou um blog na net. Um daqueles blogs que são uma espécie de diário, onde punha o que fazia durante o dia, num rolar de factos e fotos que ora eram pessoais ora eram o que calhava da altura e da inspiração.


GRRHHH!!!!█■■■■■

O TEXTO AINDA NÃO ACABOU. ESPERA FANTASMA!


Todas as noites via o seu blog, desenrolando os dias passados. Estava contente com o seu feito porque era um blog completo, com comentários e tudo; era uma sala de estar, onde recebia os amigos, bem arrumada. Aprumados eram também os comentários das pessoas que por lá passavam, deixando a sua marca, em forma de incentivo ou elogio.


GRRRRRRRRHHHHHHH!!!!
TA QUASE DEIXA-ME ACABAR!!!


Dava-lhe gosto desenrolar o seu diário, ver as visitas, ler e retribuir os comentários.Um dia toda esta paz acabou...O seu blog ganhou vida própria, tornou-se ele próprio numa entidade monstruosa, um ser que escrevia o que queria, um monstro descontrolado, de mau feitio, de absoluta falta de cordialidade, de sentimentos vincados!



Era como se o seu blog tivesse sido tomado de assalto por uma alma penada; uma daquelas almas atormentadas que gritam os seus sentimentos profundos.O João bem tentava escrever coisas normais, mas tudo o que escrevia se tornava assombrado, logo passados alguns minutos.
0
0
!!!zap me saossep sa axieD !!!
0
0
O caso era grave!Era um tormento descontrolado, esta absoluta autonomia do seu blog; já não respondia aos comandos, já não aceitava ordens do João; ignorava simplesmente todas as tentativas de correcção que o João ordenava. Era um monstro que fugira ao controlo do seu criador; um blog Frankenstein com o pior dos feitios, que escrevia às horas que calhava, o que lhe apetecia.

GRRRRRRRRRRRRRRHHHHH :@
ESTÁ QUASE ESPERAAA!!!!

O criador sofria. A quem se podia queixar de tamanha assombração? Estava afastada a hipótese de ser alguém fazendo-se passar pelo João. Alguém escrevendo situações intímas, sentimentos, só para o comprometer. Tudo o que era escrito, pela negra arte mágica, existia realmente. Só o João o sabia...
Na verdade tudo isto aconteceu...be careful, be safe... tenham cuidado com os blogs. Eles ganham vida própria...e eles andam aí!

PRONTO JÁ PODES ASSOMBRAR !


GRRRRRRRHHHH!!!

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xerox

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Todos nós nascemos originais


e morremos...
cópias?
o
o
o
o
o



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?

incêndio

em remoinho
nasce lingerie às flores
por todo o verde da estrada
bandeiras, amor
velas de moinho
vertigem...
é todo o peito
em rodopio
é vento das linguas
mãos quentes
rosto corado
trevo verde
em remoinho


O

o traço

Cruzo esta linha
ao redor...

do Verão.

Para baixo
um traço
traço o canto
do Verão.


É só um traço

█
mas para baixo
ficou um rio...

e fecha um traço
o Verão.





O

sábado, setembro 30, 2006

BOM Di4

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º███
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4S V3235 3U 4C0RD0


escultura

líquida.



BOM Di4
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º███
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º█████
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º██
º███
º████
º█████



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riso

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ºA PELE

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º

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a pele,

a pele.
paisagem

desliza pela

pelea pele

paisagem

total
soletro a pele

riso,

feitiço
ecoa

a pele

toda a pele
som

de pele

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º




O

quarta-feira, setembro 20, 2006

os sonhos



4S V3235 3U 4C0RD0

Pelo silêncio fascinado



Procurei-te
Na imensidão do horizonte
Em todas as estrelas do céu
Em cada onda do mar
Procurei te
Em toda a areia do deserto
Em cada gota de chuva
Encontrei-te num sonho só meu
Onde o estar e o ficar
São a tua morada
Vives em mim
És luz, és brilho
És amor
O arco iris que alcanço
Onde as nossas almas
Se encontram
Se desejam e se entregam
E se unem numa só

ﻪ


amor
sei do teu som
soletra-te a minha pele
soletro-te pela pele
em som macio, intenso
som tom de pele

pele, tua pele
sonora paisagem total
soletro a pele
riso, feitiço
ecoa a pele
toda a pele
som tom de pele

Got your tone


........................Groove
..................................................Soul
..................................
Move it


All the girl´s faces
.....................................
.................

.
Baby



Look ...


..................
alike





All their eyes



honey





.............Got your smile

All their voices Baby


..............................................Got your tone

All this hapens

I aint drunk or stoned
Wraygunn

.................................º







ﻪ


º
º
º
º
º
4S V3235 3U 4C0RD0
M310 M473M471C0.

D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0
3 P0NH0 M3 4 P3N54R 3M NUM3R05,
C0M0 53 F0553 UM4 P35504 R4C10N4L.
540 5373 D1550, N0V3 D4QU1L0...
QU1N23 PR45 0NZ3...
7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0...
M45 L060 C410 N4 R34L
3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505
H1NDU-4R481C05
º
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b0m-d14!
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domingo, setembro 17, 2006

Melodia





Eu poderia estar triste
com os problemas
Mas escolhi ser feliz,
arranjar solução para os dilemas.
Penso na vida como uma melodia
Sou maestra do meu tempo
Dona da minha orquestra
O som,
é o da vida e da esperança
Que quer tocar nos sentidos
Marco o compasso,
em cada passo
E danço a dança da vida.

Princesa macia-aqui
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ramadão


Foto: Dita Alangkara


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sexta-feira, setembro 15, 2006

Os livros

A sua cálida,
terna, ﻰ

serena pele.

Eugénio de Andrade

Os livros. O que nos fazem sonhar e amar e emocionar e experimentar. Há coisas
fantásticas não há ?

ª
ª
ª
*
*

segunda-feira, setembro 11, 2006

9/11 corpos voadores

foto by Barbey


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sábado, setembro 09, 2006

trust


Foto: Natacha Pisarenko
Words and music by Freddie Mercury


sexta-feira, setembro 08, 2006

ﭏ


Foto: Fernando Bustamante

sexta-feira, setembro 01, 2006

boomerang

o

À hora certa, no sítio certo, à hora errada no sítio errado…toda a verdade!
Escavando ao fundo das emoções, descobrindo o inesperado no familiar. O amor, a terra o desejo, tocando pontos comuns.


Desde a invenção do conceito de inferno que podemos, sem dificuldade de maior, recriar o mais pequeno movimento ocorrido nos tempos passados. O leve cair da nossa pena fica gravado para sempre…é o nosso próprio inferno, omnipresente, que nos guarda dos nossos actos e actua como grande guardião da mente e da vontade.


A vida é como um boomerang. Antes de praticarmos um acto já temos presente que tal ocorrência ficará, sem dúvida, sujeita ao futuro escrutínio.
ºo

ﻰ

o


Nesse dia corria uma brisa. Já fresca de fim de verão. Deus e o Diabo apareceram depois do jantar, para tomar café. Levei-os ao “Teixeira” que já tinha feito remodelações no inverno. Sempre foi poiso sossegado. Depois do café podiamos ir mais para baixo, para a Avenida, beber um copo. Se fosse caso disso.

Logo à entrada do "Teixeira" , Deus pegou-me no braço e perguntou-me “Se era verdade que eu ia abandonar a cidadania por motivos de concorrência e baixos custos?”

Respondi que sim, que de facto já enviara a carta de rescisão de cidadania ao Presidente da República. Havia-o fei
to já há uma semana. E anulara o B.I. , o Cartão de Contribuinte e todos os demais cartões relativos à minha relação com o Estado. Claro que pagara todas as contribuições e taxas devidas! Sempre!

“Sim?”, retorquiu o Diabo de sobrolho sempre atento.

ﻰ



Expliquei que, era apenas a lógica
de mercado a funcionar! Visto ter melhores condições noutros estados, condições de saúde, de ensino, de segurança social e mesmo de realização pessoal... mediante pagamentos mais reduzidos! Era a lógica de mercado a funcionar a economia global no seu esplendor, aquilo que os nossos governantes tanto gostam! Não é ? O global!?

“Bem, isso é perfeitamente compreensível” acenou com a cabeça o Diabo, “Mas o que nos trouxe aqui não é isso!”
continuou, enquanto nos sentavamos numa daquelas mesas apertadas para três cadeiras. Pedimos três bicas e um copo de água para Deus.

Dois miúdos pequenos tentavam tirar bolas coloridas, de uma dessas máquinas de moedas que agora são comuns em todos os cafés de bairro. Mas faziam-no com tal alarido que era impossível alguém deixar de os fixar.

Bebi o café em dois tragos e arrependi-me de não ter pedido um copo de água. Pressentia uma conversa longa.


“Temos presenciado, com algum desagrado”
disse Deus, depois de acabar a bica, “que a tua atitude desprendida e libertária não é exclusiva do contrato social Estado-Cidadão, mas se alarga a tudo o que são as normas vigentes da relação do indivíduo, com Deus e o Inferno, com o Bem e o Mal!”, continuou com ar sério e apreensivo.

Respondi que sim. Sempre tivera dificuldade em cumprir regras que não estivessem de acordo com o meu sentimento e vontade. Que muitas regras eram grilhões atávicos, vindos das profundidades da moral tradicional, que me tinham sido passadas como verdades válidas
mas às quais eu podia renunciar.

Na verdade confiava, muito modestamente, no meu bom senso para descobrir em cada caso onde está o Bem e o Mal. Não que fosse especialmente dotado, longe disso, para tal análise! Mas…


“Essa solução parece-me, també
m, razoável” interrompeu o Diabo, com as sobrancelhas levantadas de viva emoção. “Os melhores satânicos acreditam precisamente nessa força superior do indivíduo!” continuou exaltado, “como superior forma de vida, nesse poderio da vontade humana!” completou enquanto me estendia a mão aberta.

Expliquei que vi uma matemática indecifrável, entre o querer; e o deve; e o haver. E mais mil e uma coisas que, modestamente, não conseguia entender. Mas que sabia que dependemos de toda a luz brilh
ante que se solta da nossa força de querer. Temos em nós, um brilho interno, um brilho de luz e amor. Por isso mais depressa seria budista que satânico ou católico ou outra coisa qualquer…Não fossem as verdades transcendentais…e eu tomava café era com Buda!

“Tens de ter cuidado com o que queres... não achas?” avisou Deus com ar grave, “Não sei se te diga... de facto não estás bem... tens todo o ar de intoxicação, por excesso de expectativas na matemática da vida. Tens sempre sinal menos e sinal mais... estás a perceber?”

Respondi que sabia bem o que s
into. E que eu só quero o que sinto... que serei sempre o que sinto. Afinal sinto, estou vivo, não é ?Porque se a vida se pode referir ao processo em curso, do qual os seres vivos são uma parte; ou ao espaço de tempo entre o nascimento e a morte dum organismo;ou mesmo à condição duma entidade que nasceu e ainda não morreu. .. Não será, acima de tudo, aquilo que faz com que um ser vivo esteja… vivo? Essa força brilhante que se solta do ser?
Pedi um copo com água e paguei o café. Deixei uma chávena solitária no balcão do café. Deus e o Diabo continuaram a lutar com quem entrava, por uma moeda grátís, para a máquina das bolas coloridas.
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segunda-feira, agosto 28, 2006

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Furacão Ivan - by Edward Fincke

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by Tobias Rödel
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by Unknown
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Portugal
Porque o AR é à Borla

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A vida sempre foi tema muito mal explicado. Fecho os olhos e vejo, porque sou feito de teias complexas.Mas quais os segredos deste deste brilho, cristal,do SER?Mas e como vai ser ?E quando não houver luz?O que vou ser? Desenhos? Fotos? Movimentos? Poemas simples? Ou tempo?